Primeiro museu NFT do mundo quer ‘abrir as cortinas’ da blockchain para a arte

Espaço físico se tornou alternativa para exposições de artistas, relacionadas às suas artes digitais.

No último dia 16 de abril, o artista digital Maksim Surguy participou da exposição “Climate Conversation” no museu de arte em tokens não fungíveis (NFTs) da cidade de Seattle, nos Estados Unidos. Um espaço inaugurado em 14 de janeiro deste ano com a proposta de abrir as cortinas da arte para a tecnologia blockchain.

Em entrevista à Reuters, o artista, que se aventurou há um ano e meio na produção de NFTs de suas obras, disse que anteriormente havia muitas limitações a respeito da visualização e posse das obras digitais no caso da cunhagem de obras físicas. 

As palavras de  Maksim Surguy também refletiram o impacto relatado pela cofundadora e curadora do Seattle NFT Museum, Jennifer Wong, em relação à possibilidade de visualização, em detalhes, das obras digitais.  

Acho que a melhor maneira de descrevê-lo [o NFT] é que é realmente apenas um certificado de propriedade. Portanto, é uma maneira de você ter um contrato digital dizendo que possui a propriedade de um ativo específico, disse.

Peter Hamilton, outro cofundador do museu, explicou que o NFT é um contrato, a propriedade sobre o criptoativo, uma espécie de número de série que garante a posse sobre uma determinada obra de arte, de forma legítima. Ele disse ainda que o objetivo do espaço é tentar integrar e ajudar as pessoas a abrirem as cortinas sobre o que é a tecnologia blockchain e o que ela representa. 

Ao contrário de uma galeria, não estamos vendendo essa arte, ela está aqui para fins educacionais e para inspirar nossa comunidade, não temos uma porcentagem de propriedade ou nossa comissão. Você também verá artistas de Seattle sempre em exibição. Acho que parte da missão do museu é conscientizar os artistas que estão aqui em nossa comunidade.

Há uma enorme variedade de valor da arte que mostramos. Estamos mostrando isso para a educação, mas certamente temos obras com valor de US$ 500 mil até US$ 1 ou US$ 2 milhões em valor, explicou Hamilton.

Além do significado artistico, este segmento  possui uma representatividade de mercado que deve chegar a US$ 21 bilhões em 2022 segundo um relatório da empresa Pesquisa e Mercados, da Irlanda. Mas o Seattle NFT Museum pode representar um divisor de águas no que diz respeito à derrubada de um muro existente entre a estética e a tecnologia. É o que sugere  a especialista Caroline Taylor ao salientar que a avaliação de um NFT ainda está vinculada à sua utilidade e não aos critérios estéticos da obra, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

 

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