Com o Bitcoin estagnado em US$ 60 mil, agora é a vez de lucrar com as altcoins, dizem analistas brasileiros

Se a dominância do Bitcoin começar a cair e chegar abaixo dos 40%, é sinal de que o mercado das altcoins está em tendência de alta e podemos estar presenciando a famosa “Alt Season”, ou Temporada das Altcoins, aponta analistas

O preço do Bitcoin (BTC) atingiu uma nova alta histórica no mê sde outubro, passando de US$ 67 mil, contudo, desde então, vem negoicando lateralmente na faixa de US$ 60 mil.

Este movimento, segundo alguns analistas, aponta que a principal criptomoeda do mercado pode passar por um período de consolidação nesta faixa de preço e desencadear novamente uma altseason, que é um temporada na qual as altcoins começam a registrar novos recordes e uma oportunidade de lucro para os investidores.

Segundo a equipe da Transfero, emissora da stablecoin em reais BRZ, a correção apareceu no preço do Bitcoin e buscou o suporte de US$ 57,2 mil.

“Em termos técnicos essa correção pode ser explicada pelo nível elevado do índice de Fear & Greed (sinal de ‘ganância’ alto do mercado) e também pelo indicador de RSI (Relative Strenght Index), que alcançou a marca de 78,20 pontos, dando indícios de que o mercado estaria sobrecomprado, isto é, o preço do bitcoin estaria mais alto do que o considerado “justo”, dando força para a correção”, avaliou a equipe de analistas da Transfero, explicando que, apesar da correção, o movimento de alta ainda se encontra com força.

A empresa compartilhou com o Cointelegraph um gráfico que demonstra o volume de opções de compra/venda, e mostra que mais de 60% do volume são de calls (opções de compra), sinal de que o mercado está confiante na tendência de alta.

“Neste cenário, o próximo alvo seria voltar à marca do All Time High, quebrando essa resistência”, aponta a empresa.

Com isso, segundo a Transfero, o bitcoin poderia ganhar força para que, no final deste ano, conseguisse alcançar a marca de US$ 87,1 mil. Para tanto, o suporte de US $57,2 é de grande importância para que não ocorra uma rápida reversão na tendência no curto prazo.

Já para Lucas Schoch, CEO e fundador da Bitfy, a recente decisão da SEC em libera ETFs de Bitcoin nos EUA, faz com que investidores institucionais do mundo todo consigam se expor ao ativo e isso ainda vai catalizar uma nova alta.

“Entretanto, essa decisão leva algum tempo por parte dos gestores do fundo, e sua alocação, mais tempo ainda. “Surfaremos” nos próximos meses ondas de alta do Bitcoin, indiscutivelmente, por entradas de figuras importantes que aguardavam esses ETFs.”, disse.

Altcoins

Contudo enquanto um movimento de alta para o Bitcoin é esperado mas ‘não para já’ tanto a Transfero como Schoch apontam que o momento agora pode ser das altcoins.

Conforme a Transfero aponta a dominância do bitcoin ainda se encontra acima dos 45% em relação ao mercado. Porém, se ela começar a cair e chegar abaixo dos 40%, é sinal de que o mercado das altcoins está em tendência de alta e podemos estar presenciando a famosa “Alt Season”, ou Temporada das Altcoins.

“Nesse cenário as principais altcoins começam a ter uma rápida valorização. Geralmente quem encabeça essa tendência de alta é o Ethereum”, afirma a equipe de analistas da Transfero.

Schoch também destaca as altcoins e aponta que a Shiba Inu (SHIB), criada anonimamente em agosto de 2020 sob o pseudônimo de “Ryoshi”, vinha sendo considerada pelos especialistas como um projeto controverso. Há pouco tempo atrás esta narrativa ganhou um outro capítulo considerado bem controverso: a ShibaSwap. 

A equipe por trás do token criou sua exchange descentralizada, uma plataforma que foi lançada no dia 6 de julho deste ano, e possui uma funcionalidade que pode roubar os fundos dos usuários pela equipe de desenvolvedores, conforme ressaltado pelo ex-CTO da Santiment, Valentin Mihov.

“Entretanto, isso não desestimulou seu crescimento, que vem registrando uma alta de mais de 15,50% nas últimas 24 horas e uma subida brusca de mais de 165,50% nesta última semana, encontrando-se na 9ª posição do Top 10 do setor”, aponta.

Localizada na 32ª posição das principais criptomoedas listadas no MarketCap, a moeda Fantom (FTM), fundada pelo cientista da computação sul-coreano Dr. Ahn Byung Ik e que tem como CEO da plataforma Michael Kong, foi criada originalmente no ano de 2018, e teve o lançamento da sua rede principal em dezembro de 2019.

O objetivo da criação deste criptoativo conta com uma plataforma de contrato inteligente que privilegia escalabilidade, descentralização e segurança através da ampla experiência da equipe de desenvolvimento de blockchain full-stack.

A moeda apresentou um crescimento de mais de 36% na última semana e mais de 4,50% de alta nas últimas 24 horas.

Criptomoedas com pontecial de alta

Schoch destaca ainda o criptoativo Solana (SOL) que, em quase um ano e meio após o seu lançamento, está cada vez mais ganhando a confiança de investidores e vem trazendo um cenário de otimismo no mercado de criptomoedas, onde a importância do seu blockchain segue super relevante para o setor.

Na última semana do mês de setembro, a Solana registrou uma alta de 72% em seu preço, solidificando a moeda na 6ª posição do Top 10 da categoria. Apresentando uma taxa de crescimento anual de mais de 1.900%, nas últimas 24 horas a cripto registrou alta de mais de 6,50% e mais de 7,50% na última semana, colocando-a como uma das moedas mais promissoras para investimento.

Para o especialista outra criptomoeda que os investidores devem prestar atenção é a Polygon, anteriormente chamada de Matic Network, é a primeira plataforma bem estruturada com facilidade de uso para escalonamento de Ethereum e desenvolvimento de infraestrutura. 

Lançada em outubro de 2017 por Jaynti Kanani, Sandeep Nailwal e Anurag Arjun, dois desenvolvedores experientes de blockchain e um consultor de negócios, a moeda possui até 65 mil transações por segundo em uma única cadeia lateral, junto com um tempo de confirmação de bloco respeitável, de menos de dois segundos. 

“A cripto efetivamente transforma Ethereum em um sistema multi-cadeia completo, que também é conhecido como “Internet of Blockchains”, semelhante a outras como Polkadot, Cosmos, Avalanche… Listada na posição 17 das principais moedas do MarketCap, ela cresceu mais de 30% nesta última semana com uma alta de mais de 4,50% nas últimas 24 horas”, disse.

Por fim, fundada em 2017 por Sergey Nazarov, atualmente cofundador e CEO da Chainlink Labs, o criptoativo Chainlink (LINK) é outro destaque na lista do analista brasileiro.

Por meio de uma rede Oracle descentralizada, a criptomoeda permite que os blockchains interajam com segurança com feeds de dados externos, eventos e métodos de pagamento, fornecendo as informações off-chain críticas necessárias para que contratos inteligentes complexos se tornarem a forma dominante de acordo digital.

Sua cotação bateu a faixa de crescimento de mais de 1,40% nas últimas 24 horas e uma alta de 4,80% nesta última semana.

“Tanto a Solana quanto a Polygon e a Chainlink são projetos de infraestrutura fantásticos, resolvendo problemas reais do mundo crypto, conforme citado anteriormente.  Projetos como Shiba Inu são abstrações especulativas e, apesar de valores indiscutivelmente interessantes de valorização a curtíssimo prazo, não indico exposição a longo prazo”, finaliza.

LEIA MAIS

Você pode gostar...