‘Venezuela foi pioneira das criptomoedas’, diz Nicolás Maduro

O presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou na sexta-feira (18) que seu país foi o pioneiro em incluir criptomoedas como meio de pagamento desde 2018. A declaração foi dada em uma entrevista para a Bloomberg.

O presidente venezuelano assegurou que não foi necessário aprovar qualquer nova lei no país para permitir aos cidadãos incluir as criptomoedas como meio de pagamento, uma vez que a troca de moedas fiduciárias por digitais já é permitida há mais de três anos.

“O Bitcoin foi recebido com força na Venezuela. Somos o país pioneiro do mundo em receber o Bitcoin nas operações comerciais e econômicos do país desde 2018, ou seja, há três anos.”

As criptomoedas podem circular livremente na Venezuela

Segundo Marudo, as criptomoedas podem circular livremente na Venezuela e qualquer pessoa pode trocar qualquer moeda fiduciária em sua posse por elas, em qualquer impedimento por parte do estado.

Além disso, ele enfatizou que a nova opção oferecida pela exchange venezuelana Petro App,que permite aos usuários trocarem a Petro por Bitcoin. Esta alternativa abre uma janela nova para a adoção real de criptomoedas descentralizadas.

“Todas as criptomoedas podem circular na Venezuela e você pode as intercalar tranquilamente com moedas fiduciárias. Na Venezuela é possível ter euros, dólares, yuans, rublos russos ou bolívares para comprar qualquer criptomoeda. É possível ter Petros e trocá-los por dólares ou ter Petros e trocá-los por Bitcoin.”

Venezuela impulsionou criptomoedas para superar sanções econômicas dos Estados Unidos

Maduro indicou que a Venezuela precisou impulsionar a adoção de criptomoedas para superar as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, as quais, assegurou, causaram muitos estragos na economia venezuelana.

Da mesma forma, ele afirmou que espera que o bolívar – moeda oficial do país – volte a ter a força e preponderância que tinha na “vida econômica e comercial o país” se, no futuro, as sanções americanas terminarem. Tudo isso sem deixar de lado o uso das criptomoedas, que geraram valor para a economia venezuelana.

Petro abriu janela para o comércio nacional e internacional da Venezuela

Maduro afirmou que a raiz das sanções não só impulsionou o uso de criptomoedas como a criação de uma própria – o Petro – para ampliar a janela comercial com o resto do mundo que havia sido fechada pelos Estados Unidos.

“A Venezuela criou uma criptomoeda, o Petro, e criou um sistema de funcionamento de criptomoedas mundiais, que permitiu que muitas pessoas façam comércio nacional e internacional, além de abrir uma janela para os consumidores do país.”

Além disso, disse que outra medida econômica que o governo precisou tomar foi permitir o uso do dólar para o intercâmbio comercial do pais, algo que gerou resultados positivos.

Sem o embargo, vale a pena ressaltar que durante muitos anos o governo foi contra a dolarização do país, chamando a moeda americana de imperialista. Além disso, o presidente sempre criticou o debate sobre a possível dolarização do país, chamando-a de inconstitucional.

Embora as criptomoedas tenham sido condenadas em muitos países não só da América Latina como do mundo, a Venezuela e El Salvador parecem ser um exemplo de como os meios descentralizados poder ser usados para minimizar os efeitos negativos da centralização existente no mundo das finanças internacionais.

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