Três fatores que derrubaram o Bitcoin abaixo de US$ 17 mil e que os investidores de criptomoedas precisam ficar de olho

Ecossistema cripto se encontra encurralado com investidores capitulando diante do FUD, que está nas alturas.

A desgraça de uns, muitas vezes, é a alegria de outros. O que vale para a vida também serve para o mercado de criptomoedas, cuja pressão aumentou nos últimos dias por uma combinação de três fatores que encontram respaldo nos gráficos, não apenas nas palavras. Os números, que não mentem, apontavam melancólicos US$ 806 bilhões (-2,6%) em capitalização total do mercado cripto neste sábado (17), montante que representa cerca de 26% dos US$ 3 trilhões alcançados no início de novembro do ano passado. Mas, como a maioria das pessoas não vive de passado, os investidores de criptomoedas continuam ávidos por saber se o fundo do poço chegou ou se ainda há alguns metros para baixo. 

Os sinais dos últimos dias apontam para o prolongamento do mercado de baixa porque o epicentro desse terremoto, que atingiu em cheio as criptomoedas ao longo do último ano, continua ativo e forte. No curto prazo, o FUD (medo, incerteza e dúvida) do mercado poderia levar o preço do Bitcoin para US$ 11,4 mil, caso o preço da criptomoeda fuja de sua cunha descendente. Isso porque o gráfico da criptomoeda aponta para uma reversão de preço que também encontra reforço no índice de Índice de Força Relativa (RSI) favorável à compra. Nesse caso, o preço do BTC poderia chegar a uma faixa entre US$ 18 mil e US$ 22,5 mil, região em que há grande atividade atualmente, segundo um insight a respeito do preço do Bitcoin e do Ethereum, escrito pelo especialista Big Smokey ao Cointelegraph. 

Não por acaso, o Bitcoin (BTC), que chegou a ensaiar uma reação nos últimos dias ao atingir um pico de US$ 18,3 mil, era trocado de mãos por US$ 16,7 mil (-1,7%), queda que era potencializada pela maioria das principais altcoins por capitalização de mercado, como o ETH, negociado por US$ 1,180 (-2,7%), o BNB, precificado em US$ 238 (-5,3%), o XRP, transacionado por US$ 0,35 (-3,2%), o ADA, estabelecido em US$ 0,26 (-7,2%), o MATIC, nivelado em US$ 0,80 (-5,5%), e o DOT, estabelecido em US$ 4,68 (-8%).

Um dos pontos-chaves da baixa do mercado cripto, que é correlacionado ao mercado de ações e, em especial, aos papéis das empresas de tecnologia, rechaçados pela maioria dos investidores que buscam por segurança, foi o anúncio feito esta semana pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, que vai arrochar ainda mais a taxa de juros para dizimar a inflação em 2023, o que, caso se confirme, poderá jogar o mundo em uma recessão no próximo ano, já que as economias da China e da Europa também estão em crise. 

No contexto interno do mercado cripto, a Binance atraiu os holofotes nos últimos dias, já que a exchange poderia ser alvo de uma acusação de lavagem de dinheiro por parte de promotores do Departamento de Justiça dos EUA, informação que foi divulgada há alguns dias pela agência Reuters, o que coincidiu com saques massivos na exchange, por parte de investidores institucionais. Nos últimos dias, o FUD envolvendo a exchange, e outras, relacionado à possibilidade de insolvência aumentou e também pressionou o mercado cripto. 

Para completar, os desdobramentos da falência da exchange FTX continuam, entre eles a tentativa de venda da FTX Japão e a FTX Europa, além do levantamento de US$ 300 milhões da Amber Group para se recuperar do contágio da exchange

Em uma publicação no Twitter na última sexta-feira (16), a plataforma de análise Santiment observou o aumento do FUD entre os investidores por conta dos acontecimentos ao longo da semana, razões pelas quais a capitulação (desistência) predominou entre os investidores. Por outro lado, a Santiment observou que, historicamente, esse pode ser um sinal de que o fundo do poço pode ter chegado. 

Na última sexta, o fant token da Seleção da Argentina driblava o mau humor do mercado ao subir 136% em 7 dias com o Bitcoin no banco de reservas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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