Brasileiros faturam R$ 10,8 milhões na Binance e quase dobram ganhos de capital após falência da FTX

Dados da Receita Federal revelaram que o montante declarado pelos investidores a partir de liquidações do BNB em novembro quase dobrou com a migração de traders da FTX.

No Top 10 dos países mais lesados pela FTX, o Brasil parece viver uma relação de amor e ódio com a exchange de criptomoedas de Sam Bankman-Fried (SBF), que entrou em falência no início de novembro do ano passado. Isso porque, de um lado estão os investidores que chegaram a perder todas as economias na FTX, derrocada que, inclusive, levou um trader profissional do Rio Grande do Sul a fazer uma operação emergencial para tentar lucrar com R$ 1 milhão retido pela plataforma, e de outro lado estão os traders que “foram navegar em outros mares”, como a Binance.

A exchange de Changpeng Zhao (CZ), parece ter sido o principal endereço de desembarque dos investidores brasileiros vindos da FTX. Pelo menos é o que sugere os dados da Receita Federal, em função das declarações de ganho de capital referente com a liquidação de BNB, token do ecossistema da Binance. Segundo a Receita, foram R$ 10,8 milhões declarados em novembro, montante quase 100% maior que os R$ 5,8 milhões declarados em setembro e os R$ 5,6 milhões informados em outubro, mês anterior à falência da FTX.  

A migração dos traders brasileiros da FTX para a Binance fez com que o mês de novembro assumisse a terceira colocação anual em ganhos de capital com o BNB, atrás apenas de junho, quando o montante informado à Receita Federal foi de R$ 13 milhões, e janeiro, quando o volume declarado chegou a R$ 14,1 milhões. 

Embora a instituição brasileira não tenha informado os dados referentes a dezembro, a expectativa é de que os números sejam menos expressivos em função do FUD (medo, incerteza e dúvida) que tomou conta dos investidores em relação a uma possível insolvência da Binance. Entre os dias 7 e 13 de dezembro, por exemplo, os saques na plataforma ultrapassavam US$ 3,6 bilhões segundo um relatório da empresa de análise de criptomoedas Nansen.

No final de 2022, CZ foi ao Twitter rechaçar as principais razões do FUD contra a Binance, inclusive por parte de meios de comunicação. Para o executivo, parte da comunidade cripto “odeia a centralização” e muitos concorrentes do setor estão cada vez mais incomodados com a Binance.

Esta semana, a maior exchange global de criptomoedas também refutou uma reportagem da Blomberg que afirmava que o BUSD, stablecoin da Binance, não é totalmente lastreado ao dólar americano, conforme noticiou o Cointelegraph

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