Bolsa de Valores, B3, lança exchange cripto para vender Bitcoin, ETH, USDT, LTC e XRP, Banco Inter é o primeiro cliente

A B3, a maior bolsa de valores da América Latina, por meio de seu braço digital, B3 Digitas, lançou uma exchange de criptomoedas que permite a negociação direta de Bitcoin, Ethereum, USDT, Litecoin e Ripple

A B3, a maior bolsa de valores da América Latina, por meio de seu braço digital, B3 Digitas, lançou uma exchange própria de criptomoedas que permite a negociação direta de Bitcoin, Ethereum, USDT, Litecoin e Ripple.

No entanto, segundo apurou o Cointelegraph Brasil, o serviço funciona no sistema cripto-as-a-service, no qual empresas podem integrar os serviços de exchange da Bolsa brasileira, tal qual o Nubank e Mercado Pago realizam com a Paxos.

As primeiras informações da criação de uma exchange de criptomoedas pela B3 surgiram já em 2021, quando a Bolsa anunciou que entre seus planos estava a ampliação de seus produtos no mercado de criptomoedas, como o lançamento de Futuros de Bitcoin (reprovado pela CVM), além de produtos de tokenização de ativos tradicionais e custódia de criptomoedas.

O primeiro cliente da B3 é o Banco Inter, que anunciou nesta segunda, 26, que agora seus clientes vão poder comprar Bitcoin (BTC) e outras criptomoedas, diretamente pela interface do banco. Segundo a instituição o movimento faz parte de sua estratégia de fidelização de clientes.

Nesta fase inicial, o Inter está disponibilizando sua ferramenta para um grupo selecionado de clientes, permitindo a compra e venda de Bitcoin, Ethereum, Tether, Litecoin e Ripple. A expectativa é que o serviço esteja acessível para todos os 26 milhões de clientes do banco até o final do próximo mês.

Esta, contudo não é a primeira ação do banco em criptomoedas que já oferecia exposição em criptoativos por meio de fundos de investimento da Vitreo e da Hashdex. Com o serviço de compra de criptomoedas o Inter quer também ‘roubar’ uma fatia dos investidores de criptoativos que operam em exchanges como Binance, Mercado Bitcoin, entre outras.

O banco revelou também que já mira produtos de tokenização e pretende entrar no segmento de ativos tradicionais tokenizados, setor que tem como pioneiro a exchange Mercado Bitcoin, seguida por Liqi. Entre os bancos, o BTG foi o primeiro a ter um token próprio lastreado em ativos do banco (no caso ativo imobiliários) e o Itaú foi o pioneiro no modelo de tokenização de ativos de ‘renda fixa’.

Exchange de criptomoedas da B3

O sistema de negociação de criptomoedas foi construído com a infraestrutura da B3 Digitas. Esta é a primeira parceria da B3 Digitas com uma instituição financeira, fornecendo além da plataforma de compra e venda, serviços de verificação de existência e titularidade de ativos negociados digitalmente.

Embora a CVM tenha negado a aprovação do produto de futuro de Bitcoin da B3, no ano passado, a autarquia concedeu autorização para a B3 criar uma empresa com foco em operações envolvendo ativos digitais. A B3 DA  (B3 Digital Assets Serviços Digitais), que agora lança sua exchange.

A nova empresa vinculada à Bolsa de Valores do Brasil nasce para incorporar o segmento de ativos virtuais à sua linha de produtos e serviços, com o objetivo expresso de reduzir a complexidade do acesso a esse mercado.

Segundo o boletim informativo do colegiado da CVM, a B3 DA pretende explorar oportunidades de negócio com foco no atendimento a instituições financeiras, corretoras e instituições não financeiras, atuando como uma provedora de infraestrutura para viabilizar o acesso ao mercado de ativos digitais dos clientes das entidades associadas.

A B3 DA é fruto de uma sociedade da bolsa com uma de suas subsidiárias, a BLK, uma empresa voltada para a criação e desenvolvimento de softwares e algoritmos de alta frequência para o mercado de capitais e de derivativos financeiros.

A Superintendência de Relações com o Mercado e Intermediários (SMI) analisou o pedido da B3 para constituição da empresa e foi favorável à concessão da autorização. Seus técnicos avaliaram que os riscos da atividade a ser desempenhada pela B3 DA foram devidamente identificados e seus mitigadores são suficientemente adequados.

O risco financeiro decorrente da constituição da B3 DA foi considerado baixo, uma vez que o investimento é inferior a 1% do Ebitda (sigla em inglês para lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da B3.

O colegiado da CVM referendou a decisão da área técnica. Ficou determinado também que toda a comunicação pública da B3 DA deve ser acompanhada da advertência de que a sociedade não é regulada pela CVM.

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