7 formas de gerar rendimentos com NFTs no metaverso

Tokens não fungíveis ganham novos caso de uso e utilidade em games no metaverso e podem gerar lucro para investidores além de única e exclusivamente através da valorização do ativo.

Em meio a devaneios e abstrações sobre realidades virtuais paralelas, o metaverso vem tomando forma concreta a partir de inovações tecnológicas imprevistas pelas obras de ficção científica que o projetaram na imaginação humana.

Entre elas, possivelmente os NFTs sejam a mais poderosa, uma vez que surgiram como uma espécie de pedra fundamental para a infraestrutura e a dinâmica econômica destes novos ambientes virtuais emergentes.

Terrenos e veículos virtuais, avatares, ferramentas diversas e ingressos para experiências digitais exclusivas são apenas alguns casos de uso cada vez mais comuns e populares. Outros deverão surgir à medida que as plataformas se tornam mais sofisticadas.

Enquanto o futuro não chega, uma reportagem do Coindesk apresentou as principais formas já existentes para proprietários de NFTs gerarem renda além de única e exclusivamente através da valoriação dos ativos digitais no mercado.

Terrenos virtuais

As principais plataformas do metaverso descentralizado em termos de capitalização de mercado têm na comercialização de terrenos virtuais no metaverso um de seus pilares fundamentais. Os terrenos em Decentraland (MANA) e The Sandbox (SAND) nada mais são do que tokens não fungíveis que associam títulos de propriedade digital a localidades específicas dentro de ambas as plataformas.

Em The Sandbox, cada parcela de terra, as LANDs, correspondem a cerca de 28 metros quadrados no ambiente do jogo. Em Decentraland, os terrenos se dividem em parcelas de terra de  4,6 metros quadrados.

Os proprietários podem adquirir diversas porções de terra coladas umas às outras para criar grandes propriedades. É o caso do “The Secrets of Satoshi’s Tea Garden” – uma propriedade em Decentraland composta por 64 terrenos individuais. Em 2019, ela foi vendida por 1,3 milhão de MANA (cerca de US$ 80.000 na cotação de hoje) devido ao seu tamanho e à sua localização privilegiada.

Por mais estranho que possa parecer, uma vez que em ambientes digitais medidas espaciais podem ser um tanto abstratas, a localização é um componente fundamental para definição do valor de um terreno virtual. Assim como na vida real, as áreas nobres são as mais cobiçadas do metaverso. 

Em dezembro do ano passado, um usuário investiu o equivalente na época a R$ 2,5 milhões para comprar um terreno vizinho ao do rapper Snoop Dogg em The Sandbox. Antes disso, em 23 de novembro, o Metaverse Group adquirira um terreno composto por 116 parcelas de terra no Fashion Street District de Decentraland, por 618.000 MANA (US$ 2,7 milhões à contação da época).

A tendência segue se espalhando. Outros projetos de metaverso promoveram ou vão promover leilões de terrenos virtuais em breve. Entre eles projetos consagrados como o Axie Infinity e o Shiba Inu, que acaba de anunciar o “Shiberse”, e novas iniciativas como o Pavia, baseado na Cardano (ADA).

Aluguéis e empréstimos

Proprietários de terrenos virtuais no metaverso podem alugá-los por meio do IQ Protocol, da PARSIQ, uma plataforma de finanças descentralizadas (DeFi) que fornece soluções para desenvolvedores de jogos potencializarem seus rendimentos.

Semelhante à dinâmica de propriedades e imóveis tradicionais, o IQ Protocol ajuda os proprietários de terrenos virtuais a obter rendimento e taxas de aluguel por meio de condições predeterminadas que são aplicadas por contratos inteligentes.

NFTs em jogos do metaverso

Jogos como Axie Infinity instituíram o modelo play-to-earn, criando economias virtuais inteiramente novas que recompensam os usuários com NFTs e tokens de utilidade que podem ser convertidos em criptomoedas, vendidos ou alugados.

O aluguel de NFTs dos axies, as criaturas fantásticas necessárias para tomar parte do Axie Infinity, são uma das principais formas de geração de renda para os usuários do jogo. Outros games já permitem que os usuários se valham deste expediente para rentabilizar seus NFTs, como o Star Atlas e o Pegaxy, por exemplo.

Jogos como Battle Racer permitem que peças de carros sejam vendidas como NFTs separados. Os usuários podem comprar essas peças para customizar seus veículos ou mesmo vendê-las no mercado secundário.

Embora ainda pouco testado, os casos de uso dos NFTs dos games em blockchain também poderão ser aplicados a skins e cosméticos em jogos  populares como o Fortnite e o Roblox. Isso não apenas introduziria a propriedade de ativos digitais em jogos tradicionais como permitiria que os usuários compartilhassem parte das receitas geradas nessas plataformas, que, estima-se, devem ultrapassar US$ 74,4 bilhões até 2025.

NFTs e avatares

Em um mundo cada vez mais digital, em que grande parte de nossas vidas é vivida on-line, os NFTs se popularizaram como símbolo de status, reconhecimento social e sensação de pertencimento.

Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, o projeto “Guardians of Fashion” desenvolveu um sistema para que os proprietários de NFTs coloquem seus avatares para trabalhar em produções audiovisuais e eventos virtuais no metaverso enquanto embolsam os rendimentos fruto da popularidade de suas identidades digitais na vida real.

Detentores de NFTs da mais popular coleção da atualidade, o Bored Ape Yacht Club, têm autorização para explorar comercialmente seus NFTs, embolsando eventuais lucros advindos de suas ações.

Festas e eventos privados

NFTs também estão sendo usados como ingresso para eventos virtuais, como festas, shows e desfiles de moda. Em setembro do ano passado, mais uma vez ele, o rapper Snoop Dog, promoveu sua primeira festa privada no The Sandbox.

Para participar do evento, 1.000 ingressos em NFT foram criados. Parte deles foi distribuída a convidados VIP e os outros 650 foram comercializados no marketplace do The Sandbox. O Snoop Private Party Pass ofereceu aos seus proprietários acesso a uma experiência exclusiva e inédita de interação com Snoop Dogg realizando um show exclusivo no espaço virtual do rapper na plataforma.

Outras formas de geração de renda com NFTs no metaverso

Em 2021, o mercado de NFTs movimentou mais de US$ 12 bilhões. Outras formas que os investidores estão explorando para gerar rendimentos passivos e maximizando seus lucros incluem funcionalidades comuns no mercado DeFi:

NFTs atrelados a tokens que geram renda passiva: alguns projetos foram criados com o propósito de gerar renda a partir de NFTs através de tokens de governança. Um exemplo é o Genesis Cyber Kongz, cuja mecânica prevê a distribuição de 10 tokens $BANANA todos os dias pelos próximos 10 anos para os detentores dos NFTS da coleção.

Staking: os investidores também podem se beneficiar da combinação de NFTs com instrumentos DeFi, fazendo staking ou bloqueando seus ativos em contratos inteligentes, para receber recompensas. Em geral, essas recompensas são distribuídas sob a forma de tokens específicos. Alguns deles estão listados em exchanges descentralizadas (DEX) e portanto podem ser negociados no mercado à vista.

Indexação de NFTs: Plataformas como a Charged Particles e a NFTX permite, que investidores agreguem diversos NFTs em um único token ERC, sintetizando-os em um novo ativo. Esse nova modalidade de NFT tokenizado agrega valor de mercado aos colecionáveis e transforma-os em um produto de investimento negociável e com maior liquidez.

À medida que o mercado de NFTs e games se expande cada vez mais e o metaverso atrai novos usuários em busca de experiências interativas, os tokens não fungíveis tende a ampliar seus casos de uso, gerando mais rendimentos aos seus proprietários.

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