Grupo Bitcoin Banco pode ganhar novo folego com mudanças na lei de falências aprovada pelo Senado

Senado aprova lei que pode impedir penhora do Grupo Bitcoin Banco e inclusive pode permitir que GBB pegue empréstimo

O Grupo Bitcoin Banco, GBB, comandado por Cláudio Oliveira, pode ganhar um novo fôlego graças a aprovação de uma alteração na Lei de Falências.

Desta forma, com a mudança, o GBB, que desde 2019 entrou com um pedido de recuperação judicial e ‘travou’ os saques de seus clientes,  pode ganhar novos meios para ‘manobrar’ o processo e possivelmente pagar seus clientes.

O projeto analisado pelos senadores modifica a Lei de Falências (Lei 11.101, de 2005) por meio de sugestões apresentadas no PL 4.458/2020.

Entre as mudanças há a ampliação do financiamento a empresas em recuperação judicial, permite o parcelamento e o desconto para pagamento de dívidas tributárias e possibilita aos credores apresentar plano de recuperação da empresa.

Recuperação Judicial

Uma das principais mudanças da proposta é a regulamentação do empréstimo para o devedor em fase de recuperação judicial. Conforme o projeto, se autorizado pelo juiz, o devedor em recuperação judicial poderá fazer contratos de financiamento para tentar salvar a empresa da falência.

Desta forma, no caso do GBB, o grupo poderia pedir um empréstimo para saldar a dívida ou parte da dívida com seus clientes e credores e, com isso, retomar a credibilidade da companhia.

Processos judiciais

Porém os clientes que abriram processos judiciais contra o GBB podem não ficar muito felizes com a decisão do Senado pois as alterações proíbem qualquer tipo de penhora ou apreensão de bens.

Aprovado na Câmara dos Deputados no final de agosto, o projeto de lei também estende prazos para pagamento de dívidas tributárias; proíbe qualquer tipo de penhora ou busca e apreensão durante a fase de recuperação judicial; e estimula a apresentação de plano de recuperação a credores e negociações preventivas, além de regular outros temas.

As mudanças na Lei de Falências são vistas como necessárias por senadores em meio à pandemia do novo coronavírus, que fez estragos na economia brasileira. Ao todo, senadores apresentaram 60 emendas ao projeto.

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