Produtor brasileiro usa tecnologia blockchain para rastreabilidade na exportação de sacas de café

Parceria entre a startup paranaense e um produtor de café do interior paulista garantiu a exportação de nove sacas de café orgânico para o Japão usando a tecnologia.

O café é muito mais do que um grão, ou uma bebida, na vida do engenheiro agrônomo Anderson Mitsuhiro Minamihara, porque o café se confunde com a própria história do responsável pela fazenda que carrega o sobrenome da família de imigrantes japoneses e que se transformou na marca do café, Minamihara, produzido em Franca (SP). 

Seu Minamihara, que pertence à quarta geração de agricultores, acaba de escrever mais uma página na história do café orgânico produzido na fazenda, com a diferença de que, desta vez, as linhas tracejadas deram lugar a algoritmos. Isso porque o produtor fechou uma parceria com a startup Arabyka, de Londrina (PR), desenvolvedora da rastreabilidade através da tecnologia blockchain, que foi utilizada em nove sacas de café orgânico da Minamihara exportadas para o Japão no último dia 16. 

A parceria entre  Anderson Minamihara e a Arabyka faz parte de um trabalho do hub Cocriagro, do qual a startup faz parte, voltado à  inovação aberta. A operação, até chegar às mãos da UCC (Ueshima Coffe Corporation) conta ainda com orientação e colaboração da trading Cafebras. 

Para a Head de inovação do hub, Tatiana Fiuza,  a conexão entre startups e produtores representa um passo importante para  que o agronegócio brasileiro se fortaleça, principalmente nos mercados internacionais. 

Ao falar sobre os grãos exportados, o produtor explicou que o lote é especial, porque pode chegar a 90 pontos na classificação da SCA (Specialty Coffee Association), que estabelece 11 quesitos de avaliação responsáveis pela pontuação, de zero a 100, sendo que a partir de 80 o café é considerado especial. 

“Esse primeiro lote, de nove sacas, está utilizando 100% de tecnologia blockchain da Arabyka, que vai apresentar informações como época e tipo de colheita, secagem, lote, variedade, tempo de descanso, dia e padrão de exportação. Os outros membros da cadeia, como torrefadores e cafeterias também podem inserir suas informações durante o processo de venda, até chegar ao consumidor final”, esclareceu o produtor. 

A produção do café  Minamihara conta com um manejo orgânico e acontece em uma área de 100 hectares sombreados por abacateiros.

O café também estimulou a valorização de uma criptomoeda desenvolvida por empreendedores do sul de Minas, o Coffee Coin (COFBR), que em fevereiro deste ano registrou uma valorização de 93% em 12 meses, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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